segunda-feira, 29 de março de 2010

Queda

Por mais que caio
não sinto os pés tocarem o chão.
Parece não haver limites
neste declínio em que me encontro.
Tudo estava aparentemente bem,
aparentemente. Sem me dar conta,
o império ruiu.
Não é mais uma história de sucesso.
O inferno já chegou
e mesmo assim o limite do declive,
simplesmente, parece não existir.
Sem me dar conta, o império ruiu.
Me sinto, irrevogavelmente,
na velocidade terrível da queda.
Os castelos construídos na infância
caem, um a um, dia à dia.
Me empurram e pisam, enquanto
a escuridão toma conta do ar
- não rimo por não haver sentido,
não, nada faz sentido.


Por Ederson Hising

quinta-feira, 25 de março de 2010

Parabéns

Hoje é dia de festa para o “Dois a um”. O aniversário de um ano deste blog representa muito mais do que uma simples passagem de data. Do projeto um tanto quanto torto abortado em meio a uma aula paumolescente qualquer, à confecção de textos com estilos extremamente próprios, percebemos que mesmo assim havia sempre uma semelhança nas publicações.
O filho de dois pais, o blog, para seus progenitores se tornou muito mais do que um espaço para expor ideias. “Dois a um”, para nós, transcende qualquer tipo de explicação. A alma “Dois a um” está em todas as nossas linhas e isso não depende mais de nós.
Muito obrigado a você que nos lê. Eternidade à alma “Dois a um”. Quanto aos dois escribas, eles têm muita lenha pra queimar ainda.

domingo, 21 de março de 2010

Estado de espírito

Letra da canção "O mistério", do mestre Lobão.

"Acho que o mistério me escapa
E daí que estou cansado
Talvez um dia eu acabe por me convencer
De que estou enganado
E ache o porquê
De todo o mal parado
Que eu senti sem ver
E talvez um dia respirar sem medo

Nada me leva a crer que eu descubra
Todo esse segredo a tempo
E a vontade de saber o que aconteceu
Não me sai do pensamento
Não me deixa respirar
Não me sai da idéia o tempo
Até o mistério clarear
E depois de tudo descansar sem medo"

sábado, 20 de março de 2010

Tantos momentos, tantos

São tantas dores passadas
tantos maus momentos
maus pedaços
são tantas as coisas
que me abalam
são tantos os problemas
as dificuldades os deslizes
meu português de “menas”
são tantos os medos
tantas palavras malditas
e malditos momentos de dizeres
pouco amenos
tantas coisas que deixei de falar
são momentos que se foram
são momentos que virão
à espera do derradeiro momento
- o alívio.


Por Ederson Hising

quarta-feira, 17 de março de 2010

Deficiência

mudo mundano
mudando o mundo
aos berros
às deixas

astigmáticos
atos caquéticos
deste
surdo-mundo



Por Erick Gimenes