
Há tanto a vida me leva pelos braços, vezes arrastado, vezes como uma marionete-sem-futuro, sem escrúpulo algum. Há tanto não tenho parado para pensar no quão ruim tenho sido e no que pode ser melhor para mim nesse momento. Não tenho, porque, afinal, não tenho parado para nada. Nada, que sinto e me sinto; nada que sou. O que faz um tapa ao chão? O que o faz a mim, se é que sou digno de ser considerado alguém. A grande possibilidade de ser considerado um impossibilitado tem me trazido café à cama todos os dias, com um sorriso meia-boca, sem graça. Mas, se queres me fazer desistir, antes, me faça acreditar que posso ser algo. Ao léu, sinto falta do choro, do riso, da fé, e até dela, a quem chutei e jurei a mim mesmo não querer mais ver. Aquilo sim era epopéia, peça magistral, distinta desse teatro sem cor, monótono e monólogo, de cortinas que se abrem para escancarar a derrota da mais sem futuro das marionetes, o escritor de meia-pataca e sem rumo algum.
Por Erick Gimenes
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