sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Poema bêbado

o calor é intenso e o álcool
toma minha mente
ouço música
sinto o mundo girar
devagar, penso em te encontrar
nessas madrugadas entorpecentes
ando por todos os cantos
rodo por toda a cidade
e você está em algum lugar
eu sei que está
sentada em pé deitada
a falar a meditar a olhar
eu sozinho
sem pistas sempre em vão
uma doce ilusão
fruto da mente escrava
e as linhas que escrevo
não são mais retas
as paralelas se cruzam antes mesmo
do infinito
sinto os pés sem atrito
levo o olhar por todos os lados
todos os cantos
embaixo da mesa
sobre o telhado
bêbado de saudade
jogado à beira da rua
ao lado de alguns litros
de qualquer pinga barata
em qualquer canto
de uma cidade qualquer.


Por Ederson Hising

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