Dentes amarelos,
Tênis apertado
Vontade de vencer
E travado pelo vício de perder
O sabor da derrota
Não é tão amargo
Principalmente,
Quando se torna algo natural
A vontade pelo por vir,
Um sonho banal
Sinto como se cada pé
Tomasse um rumo
Perdido e sem prumo
Vejo árvores pela janela
Idiotice pensar
Que existe alguém à minha espera
Rimou bem,
Soou trágico
Quando algo simples
Torna-se mágico
Bom, acho que isso
Nunca aconteceu
Pelo menos comigo,
Ser humano perdido
Cabeça nas alturas,
Frustrado,
Frases desconexas,
Que no fundo fazem sentido
Pensar na vida é entender
Que não existe saída
Não adianta gritar calado
Mão no casaco
Bato a porta,
Estou de partida
Sinal fechado,
Carteira vazia
Seremos um dia
Fotos de estante
Lembrados,
Em algum instante
Mente confusa,
Sorriso pálido
De algum modo
Sem graça
E por mais que faça
Não é como antigamente
Eu sabia ser feliz
Felicidade,
Embaixo do nariz
Era fácil,
Mas não entendia
Hoje,
Por vezes renovado
E ao mesmo tempo
Completamente desanimado.
Por Ederson Hising
Reinvenção de Vanessa da Mata
Há 7 anos
