terça-feira, 30 de junho de 2009

Todo mundo mente

Irracionalmente, claramente,
Quem lê, mente,
Efetivamente, certamente,
Quem ouve, mente,
Evidentemente, exageradamente,
Quem fala, mente,
Intrinsecamente, intencionalmente,
Quem escreve,mente


Por Ederson Hising

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Um... louco

Quanto mais aprendo,
Menos vejo que sei
E, realmente,
Sou sim, resultado
De uma soma

Vivo numa redoma
Víboras insistem
Coitadas,
Não assustam,
Mas nunca desistem

Se hoje sou um,
Amanhã,
Não posso ser
O mesmo um
E Deus queira
Que eu seja
O outro um,
Com mais força

De fato,
Não sei de nada
Da vida e,
Prefiro não saber,
Até mesmo por que
Não me deixam ser

Alienação
Traz felicidade,
Aprendi tudo isso
Com um louco,
O quê?
Não acredita em loucos?

Desculpe-me, não sabia
E por favor,
Desconsidere então
Tudo o que eu disse,
Agradeço a compreensão,
Caro companheiro

Num país onde as leis
São feitas no banheiro
É melhor mesmo,
Ser louco,
Espantar,
Não entender
Muito menos, aprender

O certo é
Viver,
Tapando cara,
Olhos e ouvidos

Aos desavisados,
Cuidado,
Quem quer aprender
Por aqui,
Não é reconhecido.


Por Ederson Hising

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Obrigado, Excelentíssimos imbecis

Imbecis sempre serão imbecis. Mais uma vez, os políticos provaram talento para o cargo. De novo, votaram o que não sabem, falaram o que não sabem, fizeram – como farão por toda a eternidade – o que não sabem. Oito zurros a um.
Já não mais cabe dar ouvidos ou olhos a essas portas de terno e gravata. Eles não merecem respeito, e nem, por migalha, indignação. Com o perdão da palavra e das senhoras que não mereciam ter habitado tais bocas imundas, “cozinheiras”, Excelentíssimos, são suas nobres mamães.
Muitos podem não concordar, mas não vejo motivo para tanto alarde. Em meio à fumaça cinzenta provocada pela implosão do diploma, ainda respiro ares românticos.
Sempre acreditei em um jornalismo além de lides e regras formais de escrita. Para mim, jornalismo é arte e, como em toda forma desta , não existem opções. Não é você quem escolhe a arte, é ela quem te escolhe. E, acredite, os critérios delas não passam por uma olhadela em seu diploma ou por apuradas pesquisas em busca de suas qualificações profissionais. A arte, meu caro, só vê esforço e talento, muito talento.
Não serei hipócrita. Consequências virão, claro. Mais e mais babaquices serão gritadas ao público, o piso salarial provavelmente desabará, e nossa reputação será jogada no mesmo lixo em que está sendo jogado o diploma. Mas, e daí? Vamos respeitar o espaço dos quem mandam em nosso país. Há de se convir que o jornalismo também merece uma porção do que eles fazem pela sociedade com esmero, todos os dias. Grandes e brilhantes merdas.
Eu sei, prometi não dar ouvidos a eles, mas, como sou meio político, vou descumprir minha sentença. Peço aos mais exaltados compaixão, porquanto profissão digna é a deles. De coração, agradeço, homens, pelo prato de comida que vocês deram ao talento e à vontade de vencer de muitos, como eu. Eles realmente precisavam, estão em plena fase de crescimento.
A decisão está tomada. Não creio que murmurações serão resolutivas. Creio sim na força dos instrumentos de trabalho do jornalista - os ideais, o talento, a expressividade, a indignação. Cabe-nos unirmos a classe, usando da força intelectual que temos espada, lutando com argumentos, coerência e paixão à história do jornalismo. Deixemos as argumentações sem nexo, as discussões infantis e o falatório vazio para nossos amicíssimos fazedores de leis. Aliás, para ser idiota precisa de diploma?


Por Erick Gimenes

quarta-feira, 17 de junho de 2009

"Descontentamento descontente"

Devo confessar que a notícia de que o diploma de jornalista não é mais obrigatório me abalou. Não era para menos. A magia dos sonhos do garoto que sonhava em ser jornalista foi escorraçada em um humilhante 8 a 1.
Para mim, goleadas foram sempre indigestas. Essa então, nem me fale. Logo comigo – e com muitos amigos da área -, que ainda acreditavam nesse país, é inaceitável. Quero deixar bem claro que não tenho nada contra as pessoas da área da culinária – minha mãe é cozinheira -, mas comparar as funções de um chefe de cozinha com as de um jornalista, faça-me o favor excelência.
O povo deveria votar para que os integrantes dos nossos poderes (serão mesmo nossos?) judiciário, legislativo e executivo, sejam obrigados a terem diploma. Mas, não digo daquele que se conquista na universidade. Falo de necessidades muito mais importantes em um ser humano. Deveriam ter o diploma de vergonha na cara e aquele outro de consciência também. Ah, como poderia ter esquecido da honestidade e, do principal, lutar pelo bem – acho que fui claro o suficiente, pois eu disse o bem – da população.
Lembrei-me da famosa piada estampada em nossa bandeira nacional, “Ordem e Progresso”. Para se ter o progresso precisa de ordem, certo? Então, como teremos progresso, se o Supremo Tribunal Federal vota contra a ordem?
Deixo registrada aqui, a minha absoluta indignação quanto à falta de responsabilidade de quem comanda esse país. A não obrigatoriedade não me fará desistir. Mas, sim, parabéns nobres ministros, pois mais uma vez conseguiram mexer no meu bolso.

Serviço: Parabéns Marco Aurélio Mello por ter consciência suficiente para saber o que é certo.

Por Ederson Hising

Diploma?

Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, definiu há tempos o que tenho vontade de dizer àqueles que votaram contra o meu diploma:

"Morar nesse país
É como ter a mãe na zona
Você sabe que ela não presta
E ainda assim adora essa gatona
Não que eu tenha nada contra
Profissionais da cama
Mas são os filhos dessa dama
Que você sabe como é que chama

Filha da puta
É tudo filho da puta (2x)

É uma coisa muito feia
E é o que mais tem por aqui
E sendo nós da Pátria filhos
Não tem nem como fugir
E eu não vi nenhum tostão
Da grana toda que ela arrecadou
Na certa foi parar na mão
De algum maldito gigolô

Filha da puta
É tudo filho da puta (4x)

'Cês me desculpem o palavrão
Eu bem que tentei evitar
Mas não achei outra definição
Que pudesse explicar
Com tanta clareza
Aquilo tudo que agente sente
A terra é uma beleza
O que estraga é essa gente

Filha da puta"

terça-feira, 16 de junho de 2009

Eu ia

Sempre,
Minha professora insistia
Por vezes,
A diretora advertia
Quase nunca,
Minha mãe me batia

Sempre,
Em vez de estudar, dormia
Por vezes,
Do mundo esquecia
Quase nunca,
Da vida sorria

Sempre,
Aprendi de forma tão fria
Por vezes,
O medo me engolia
Quase nunca,
O que eu era, servia

Quase sempre,
A vida me batia

Sempre,
Por vezes,
Quase nunca,
Eu ia
Eu vou.


Por Ederson Hising

terça-feira, 9 de junho de 2009

Questões rotineiras

O que você precisa para ser feliz?
O que você espera da sua vida profissional?
O que sua família espera de você?
O que você espera de você?
Qual a prioridade na sua vida?
Você é feliz?
Repito
Você é feliz?
Ou você assim como eu,
Travou na primeira pergunta?


Por Ederson Hising

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Noite

A noite divide o dia,
Caminhando perdi as chaves,
Mas, tão logo penso em partir,
Para um lugar onde
Não seja necessário existir.


Por Ederson Hising