Imbecis sempre serão imbecis. Mais uma vez, os políticos provaram talento para o cargo. De novo, votaram o que não sabem, falaram o que não sabem, fizeram – como farão por toda a eternidade – o que não sabem. Oito zurros a um.
Já não mais cabe dar ouvidos ou olhos a essas portas de terno e gravata. Eles não merecem respeito, e nem, por migalha, indignação. Com o perdão da palavra e das senhoras que não mereciam ter habitado tais bocas imundas, “cozinheiras”, Excelentíssimos, são suas nobres mamães.
Muitos podem não concordar, mas não vejo motivo para tanto alarde. Em meio à fumaça cinzenta provocada pela implosão do diploma, ainda respiro ares românticos.
Sempre acreditei em um jornalismo além de lides e regras formais de escrita. Para mim, jornalismo é arte e, como em toda forma desta , não existem opções. Não é você quem escolhe a arte, é ela quem te escolhe. E, acredite, os critérios delas não passam por uma olhadela em seu diploma ou por apuradas pesquisas em busca de suas qualificações profissionais. A arte, meu caro, só vê esforço e talento, muito talento.
Não serei hipócrita. Consequências virão, claro. Mais e mais babaquices serão gritadas ao público, o piso salarial provavelmente desabará, e nossa reputação será jogada no mesmo lixo em que está sendo jogado o diploma. Mas, e daí? Vamos respeitar o espaço dos quem mandam em nosso país. Há de se convir que o jornalismo também merece uma porção do que eles fazem pela sociedade com esmero, todos os dias. Grandes e brilhantes merdas.
Eu sei, prometi não dar ouvidos a eles, mas, como sou meio político, vou descumprir minha sentença. Peço aos mais exaltados compaixão, porquanto profissão digna é a deles. De coração, agradeço, homens, pelo prato de comida que vocês deram ao talento e à vontade de vencer de muitos, como eu. Eles realmente precisavam, estão em plena fase de crescimento.
A decisão está tomada. Não creio que murmurações serão resolutivas. Creio sim na força dos instrumentos de trabalho do jornalista - os ideais, o talento, a expressividade, a indignação. Cabe-nos unirmos a classe, usando da força intelectual que temos espada, lutando com argumentos, coerência e paixão à história do jornalismo. Deixemos as argumentações sem nexo, as discussões infantis e o falatório vazio para nossos amicíssimos fazedores de leis. Aliás, para ser idiota precisa de diploma?
Por Erick Gimenes
Reinvenção de Vanessa da Mata
Há 7 anos
Dai-nos expressividade Senhor!
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