Devo confessar que a notícia de que o diploma de jornalista não é mais obrigatório me abalou. Não era para menos. A magia dos sonhos do garoto que sonhava em ser jornalista foi escorraçada em um humilhante 8 a 1.
Para mim, goleadas foram sempre indigestas. Essa então, nem me fale. Logo comigo – e com muitos amigos da área -, que ainda acreditavam nesse país, é inaceitável. Quero deixar bem claro que não tenho nada contra as pessoas da área da culinária – minha mãe é cozinheira -, mas comparar as funções de um chefe de cozinha com as de um jornalista, faça-me o favor excelência.
O povo deveria votar para que os integrantes dos nossos poderes (serão mesmo nossos?) judiciário, legislativo e executivo, sejam obrigados a terem diploma. Mas, não digo daquele que se conquista na universidade. Falo de necessidades muito mais importantes em um ser humano. Deveriam ter o diploma de vergonha na cara e aquele outro de consciência também. Ah, como poderia ter esquecido da honestidade e, do principal, lutar pelo bem – acho que fui claro o suficiente, pois eu disse o bem – da população.
Lembrei-me da famosa piada estampada em nossa bandeira nacional, “Ordem e Progresso”. Para se ter o progresso precisa de ordem, certo? Então, como teremos progresso, se o Supremo Tribunal Federal vota contra a ordem?
Deixo registrada aqui, a minha absoluta indignação quanto à falta de responsabilidade de quem comanda esse país. A não obrigatoriedade não me fará desistir. Mas, sim, parabéns nobres ministros, pois mais uma vez conseguiram mexer no meu bolso.
Serviço: Parabéns Marco Aurélio Mello por ter consciência suficiente para saber o que é certo.
Por Ederson Hising
Reinvenção de Vanessa da Mata
Há 7 anos
Nenhum comentário:
Postar um comentário