quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Confissão


Eu lhe disse que tentaria. Dei meu máximo, mas não pude ser maior que toda sua construção. Meu juro de jamais desistir de você apagou-se, soterrado pela realidade infeliz, por sua persistência em querer tudo de forma errada. De coração, não entendo a covardia que lhe tomou. Medo de ser feliz? Medo do amor? Medo do que, pelo amor de Deus?
Você venceu.
Sem ar, desisti. O que me resta, contrariado, é destruí-la, pois não há como manter laços de amizade em um mar de enganações. É o que mais odeio em minha vivência, mas, tristemente, faço-lhe: admito que perdi.


Por Erick Gimenes

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