domingo, 12 de abril de 2009

Monotonia

Logo ele,
O sono, impedindo
Descansar,
Deitado vê o teto girar
E a vida fugindo,
Sem controle
Não questionava
As notas dos jornais,
E o barulho
Que entrava
Agredindo,
Nada tinha a mesma graça,
Nem sequer
A mesma cor,
Era chegada hora
Da melancolia,
Dos dias intermináveis,
Dos versos sem rima,
Da dor
Via tudo escorrer
E sem perceber
Transformou-se,
No que mais temia,
Sem querer
Está onde não queria
A velha monotonia,
Sem escolher
Tudo passa,
Nada acontece,
Apenas ocorre.


Por Ederson Hising

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