Para onde queres ir, vida?
Te crias, toma-te primeiro um rumo
Não te apresses em ser grande
Ouça-me bem
Lhe digo por ser bondoso
Tens sido por muito desobediente
Por isso, jamais esqueça o que vou lhe dizer
Escova-te bem os dentes
Há tempo não a vejo sorrir com brancura
Não aceite ajuda de estranhos
Balas são recheadas de maldade com hortelã
E, ah! Ponha-te já meias e blusa, menina!
Pode resfriar-se com o coração dos homens
Pulmões com hipocrisia é morte na certa
Ao ver ruas de esperança,
olhe para os dois lados
Caminhões de medo passam a toda velocidade
Pare de correr desse modo
Pode cair, e nunca mais voltará a ser a mesma
Entenda-me, não quero ser só azedume
Falo por que lhe quero bem, minha linda
Mas, por favor, obedeça-me
Já é escuridão
Acho melhor que vá dormir
Lembre-se do que sempre lhe falo
Cubra-se bem
A noite é como o mundo deste tempo
Frio
Frio e sombrio
Por Erick Gimenes
Reinvenção de Vanessa da Mata
Há 7 anos
De todos os seus poemas-sei-lá-o-quê, esse ganhou uma estrelinha, entrando para a classe dos "preferidos". Gostei da forma que você relacionou a vida como se fosse um apetrecho delicado que necessite de cuidados e atenção demasiada. Abordar a vida como um personagem de semblante caótico já virou rotina, tu soube especular as permeabilidades possíveis de uma criança comparada com a vitalidade que por intantes perde-se na observação paralela que você tem diante dessa daí.
ResponderExcluirNão falei coisa com coisa, mas eu tenho certeza que você captou a mensagem! x)