terça-feira, 5 de maio de 2009

Eu em Cartola

"Quem me vê sorrindo
Pensa que estou alegre
O meu sorriso
É por consolação
Porque sei conter
Para ninguêm ver
O pranto do meu coração

O pranto que eu verti por este amor
Talvez
Não compreendeste
E se eu disser, não crês
Depois de derramado
Ainda soluçando
Tornei-me alegre
Estou cantando

Compreendi o erro
De toda a humanidade
Uns choram por prazer
E outros com saudades
Jurei e a minha jura
Jamais eu quebrarei
E todo o pranto esconderei."

Cartola


Por Erick Gimenes

Um comentário:

  1. E da cartola podemos esperar o tudo e o nada - ambos inexistentes. Mesmo assim podemos esperar, porque sempre vai surpreender, mesmo quando o previsível se torna presente, ou que o óbvio seja evidente. Engano pode haver. O choro pode conter, mas não pode calar. Pode se esconder, mas nunca vai se esquecer, mesmo que seja esquecido. E uns que choram por saudade juram nunca mais cometer os erros cometidos por toda a humanidade, mas não deixam de fazê-lo. Vai ser o coelho que sai lá de dentro? Ou vai ser o mago a puxar a incógnita escondida dentro de um chapéu?

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